Programa é destinado a aposentados do INSS que não tenham voado nos 12 meses anteriores. Passagens aéreas custam até R$200
O Voa Brasil, primeiro programa de inclusão da aviação brasileira, já viabilizou a reserva de 35.419 passagens aéreas de até R$200 por trecho (ida ou volta). Resultado suficiente para lotar, em apenas oito meses, 270 aviões com capacidade para até 131 pessoas.
Neste período, as passagens reservadas por aposentados do INSS tiveram como destino 82 municípios. Em março, entraram na lista os aeroportos de Fernando de Noronha (PE), Guanambi (BA) e Teófilo Otoni (MG).
São Paulo continua sendo a cidade mais procurada pelos aposentados, com 10.261 bilhetes (quase 30% do total), seguida por Rio de Janeiro (3.050), Recife (2.745), Fortaleza (2.453) e Brasília (2.268).
Nos últimos dois meses, entretanto, o aeroporto de Recife foi o segundo destino mais procurado pelos beneficiários do programa, ultrapassando os aeroportos do Rio de Janeiro (Galeão e Santos Dumont). Entre os 20 principais destinos, apenas três não são capitais: Campinas (SP), Juazeiro do Norte (CE) e Porto Seguro (BA).
O ministro de Portos e Aeroportos (MPor), Silvio Costa Filho, destacou que o programa incentiva o turismo e promove a aviação regional. “O objetivo do programa, de incluir novos usuários no transporte aéreo e permitir que grupos, como os aposentados do INSS, possam encontrar passagens mais acessíveis, sem subsídio, está plenamente atingido. São mais de 50 cidades do interior procuradas, possibilitando reencontros de familiares ou mesmo estimulando o turismo e promovendo a aviação regional”, disse.
QUEM PODE PARTICIPAR — Podem usufruir do programa todos os aposentados do INSS que não tenham voado nos 12 meses anteriores. As companhias aéreas oferecem passagens de até R$200 que podem ser adquiridas por meio da plataforma do Voa Brasil, onde o aposentado deve escolher data, origem e destino. Cada aposentado poderá comprar até dois trechos por ano. O objetivo da iniciativa é criar uma nova demanda com um público que não era tão presente nos voos e tornar, assim, o modal mais acessível e democrático.
O secretário Nacional de Aviação Civil do MPor, Tomé Franca, reforçou que o programa não utiliza recursos públicos e conta com a parceria das empresas aéreas para disponibilizar as vagas ociosas em datas, horários ou épocas de baixa demanda.
“Neste período, cerca de 150 mil beneficiários acessaram o sistema, resultando em 35 mil bilhetes, ou 24% dos interessados. No site das companhias aéreas, este percentual fica entre 1% e 3%, ou seja, o número de reservas confirmadas no Voa Brasil tem um percentual muito superior”, afirmou o secretário.
SEGUNDA FASE — Para a segunda fase do Voa Brasil, que beneficiará estudantes de instituições de ensino público, o MPor e o Ministério da Educação (MEC) utilizarão a base de dados do ProUni, Fies e Sisu para relacionar os estudantes elegíveis a acessar o programa. O levantamento deste quantitativo está sendo feito pelo MEC.
Via | Gov.br Foto | Rovena Rosa/Agência Brasil
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