Questionado sobre a declaração de Bolsonaro de que “exterminaria os vermelhos”em referência ao PT, Camilo desconversou e propôs união entre os governantes eleitos em 2018.
“Eu espero o respeito à democracia, eu por exemplo tive quase 80% dos votos no meu Estado. Todos nós somos homens de diálogo, o Brasil não precisa se dividir, precisa se unir”, disse.
O governador petista comentou a saída do presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), que não conseguiu se reeleger. O senador atuava como intermediário entre os interesses do Nordeste e o governo federal presidido por Michel Temer (MDB).
Na futura administração de Jair Bolsonaro (PSL), Camilo disse querer dialogar diretamente com o político do PSL. “Queremos que a interlocução seja feita direta com o presidente da República. Vivemos em uma democracia, um regime federativo onde os Estados elegeram seus representantes”, declarou.
O governador também afirmou que Bolsonaro demonstrou estar aberto ao diálogo: “Então que haja uma interlocução institucional, respeitosa e é o que próprio presidente eleito tem colocado. Na última reunião colocou que independente de partidos, quer construir 1 diálogo”.
O petista também fez 1 apelo para que o programa Mais Médicos não seja extinto. O governo de Cuba anunciou a retirada dos médicos cubanos do programa, alegando como motivo “declarações desrespeitosas” de Bolsonaro.
“Hoje atende milhões de brasileiros, principalmente o Norte e o Nordeste. Nossa preocupação é que não haja descontinuidade. É 1 grande programa que atende lugares que dificilmente teriam condições de ter médico para atender às famílias e às pessoas”, declarou.
SEGURANÇA PÚBLICA
O encontro foi organizado pelo governador Wellington Dias (PT-PI) para organizar demandas conjuntas da região para serem apresentadas ao presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).
Além do governador do Piauí e de Camilo Santana, participaram o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB), e os governadores eleitos João Azevedo (PSB-PB), Rui Costa (PT-BA), Flávio Dino (PC do B-MA), Belivaldo Chagas (PSD-SE), Fátima Bezerra (PT-RN) e Paulo Câmara (PSB-PE).
O governador Renan Filho (MDB-AL) está no exterior e foi representado pelo vice Luciano Barbosa (MDB-AL).
Foram apresentadas ao presidente do Senado 3 demandas que os políticos querem que sejam aprovadas no Congresso Nacional:
- Compartilhamento dos recursos do leilão do pré-sal com os Estados;
- Liberação das verbas do Fundo de Participação do Estados;
- Liberação da securitização das dívidas, que permite às administrações públicas venderem dívidas contraídas por entes privados.
No dia 14 de novembro, Dias foi o único gestor da Região a participar do encontro dos governadores eleitos com Bolsonaro.
Na ocasião ele entregou ao político do PSL 1 documento que demandava esforços na área de segurança pública e em obras como a Transposição do Rio São Francisco e a ferrovia Transnordestina.
No dia 12 de novembro está marcada uma nova reunião dos 27 governadores eleitos para tratar sobre segurança, mas sem a presença do presidente eleito. Quem o representará é o futuro ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro.
A governadora eleita Fátima Bezerra (PT-RN) apresentou demandas de segurança pública que os governadores da região Nordeste apresentarão ao futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro:
- Implementação do Sistema Único de Segurança Pública
- Descontingenciamento do Fundo Nacional de Segurança Pública e Fundo Nacional do Sistema Penitenciário
Além de Moro, Fátima afirmou que espera a presença do atual ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann.
Fonte | Poder 360
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